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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Nossas sapatilhas chegaram!

As sapatilhas que ganhamos da Tip Toey Joey no sorteio do MMqD.

ADORAMOS. São lindas, foférrimas e super confortáveis!

Obrigado!

sábado, 24 de setembro de 2011

um amor pra vida toda


Me lembro da primeira vez que a vi. Não sei se foi bem assim. Mas foi assim que gravei na memória. Ela era um bebê, eu já era grandinha, três ou quatro anos talvez. Eu fui com a minha mãe no mini-mercadinho da casa dela. E lembro dela no carrinho de bebê. Daí pra frente em nenhum momento ela saiu da minha vida. E já foram tantas coisas. Vinte anos se passaram. OutroS vinte virão. Já foram muitos aniversários, meus, dela, das nossas irmãs, dos nossos pais, das nossas mães, dos nossos amigos... Incontáveis. Já teve bolo de chocolate (quase sempre), bolo de morango, ontem eu acho que foi marta-rocha. Já teve brigadeiro de desculpas. Eu já me esqueci do dia dela. E ela já se esqueceu do meu. Já teve presente atrasado, presente cobrado e presente que nunca veio. Teve festa na escola, festa na minha casa, festa na casa dela, festa na igreja. Tanta gente que a gente conheceu. Teve a Mayara, teve a Sheila, teve a Suane, teve a Pati, teve a Nádia, teve a Aline, teve a Carol e teve muito mais. Tanta gente que foi. Mas ela continuou ali na casa amarela (sempre amarela) e eu na casa laranja. Já dançamos e já cantamos. E ela sempre tocou, ora teclado, ora violão. Era ela quem tinha os brinquedos da moda, mas, era eu quem tinha a árvore e o balanço, se bem que balanço ela também tem, embalou a gente tantas vezes, agora embala a minha filha. E tinha a casinha de boneca, que as vezes era escola, as vezes salão de beleza, as vezes escritório. E as brigas, ah, as brigas. De ser dizer que era pra sempre. De ser, apenas, alguns minutos. E também teve dor, muita dor, dor da alma. E tinham as dores dos machucados do corpo. Da falta da ponta de um dedo, ou, de um dente. A gente já foi pra longe. Bem longe. A gente foi mais vezes ainda pra perto, coisa de uma tarde ou um dia. Eu comecei a namorar, ela falou que um dia iria ter um namorado também. Hoje ela tem. Ela ficou feliz quando eu disse que ia ter um bebê e ela chorou quando eu disse que ia me casar. Ela entrou pelo tapete vermelho no dia do meu casamento e me levou uvas com chocolate quando o bebê nasceu. Ela é chorona. É sincera. É mulher. É vaidosa. É bagunceira. É desastrada. É segura. É linda. É querida. É inteligente. É preguiçosa. É esforçada. É briguenta. É determinada. É mãezona. Ela chama a atenção. Ela se faz de difícil. Ela tem ciúmes. Ela dança bem. Ela gosta de brincos. Ela canta bonito. Ela gosta de falar no microfone. Ela prefere sapatos. Ela não tem medo. Ela tem um nome grande como a alma: Andressa Larissa Dias Muller de Souza. Ela é minha amiga. Não. Ela pode ser amiga dos outros. Minha, ela é irmã!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

da quase gravidez

Então que no último mês passamos, lá em casa, pelo primeiro sustão de uma 'suposta' gravidez. Eu, por vários motivos resolvi abandonar o anticoncepcional, nenhum deles envolve vontade de engravidar agora. não quero de jeito nenhum. Então decidimos pelo método de Billings (vale um post futuro). Que fique beem claro: o método não falha, quem falha somos nós. Eu e o Rodrigo demos uma escapadinha durante o mês e eu tinha cer-te-za que tinha engravidado. Uns dez dias depois da escapadinha eu tive um pequeno sangramento marrom que não foi nem de longe menstruação. Nidação? Aí pensei em esperar até o dia 04 desse mês, se ela não viesse, era bebê. Nesse meio tempo a cabeça pirou. Porque, como eu disse, não queremos outro filho agora. E eu comecei a sentir to-dos os sintomas. E até começamos a nos acostumar com a ideia e fazer planos. Pasmem: eu já chamava a barriga de baby2. lokassa. Dia 04 chegou. Nada de menstruação. Fui cedinho pro laboratório pra fazer exame de sangue. Isso já faziam 5 dias de atraso. Meu Deus, que agonia pela espera do resultado. Colhi sangue 9h da manhã, a moça disse que levaria de três a seis horas pra ficar pronto. 11:58 eu já estava entrando no site. Resultado: NEGATIVO. Então eu desencanei. Logo, logo a natureza agiria. Maas a natureza não agiu e a menstruação continuou atrasada. 6, 7, 8... 14 dias de atraso. Disse pra mim mesma que amanhã dia 15 faria outro exame. Porém não foi necessário pois a vida voltou ao normal ontem. Viva!!! Mas eu sofri. Sofri primeiro porque não queria. Depois porque eu quis e chegava natal mas não chegava dia 04. Sofri porque foi negativo. Sofri porque tirei a ideia da cabeça mas os sintomas continuaram. Enfim, foi muito desgastante pscicologicamente. E depois de tudo isso resolvi que NÃO QUERO FILHOS PLANEJADOS. Não vou sofrer esperando um positivo que talvez demore a chegar. Quero susto mesmo. Mas já conversei com Ele e pedi que se possível deixa o susto só pra depois que terminar a faculdade. Please?

*****

Terminei essa semana de ler o livro 'NASCER SORRINDO' de Fredérick Leboyer e achei fantástico essa parte já no finalzinho:

"'A mulher sofre para dar à luz? É preciso deve ser dessa maneira.' 
Assustadora lógica a posteriori. Os 'é preciso' desse gênero significam, na verdade, que o mal, o pecado, devem pagar seu tributo através do sofrimento. E esse velho caminho conduz, diretamente, às fogueiras, inquisições e massacres de todo tipo. 
Não há pecado.
Existe apenas erro, ignorância. Nossa própria cegueira.
E nossa resignação.
O sofrimento é inútil. Mero desperdício.
Não satisfaz a nenhum deus.
O sofrimento é falta de inteligência. O parto sem dor está aí para prová-lo."

E quando o autor fala de 'parto sem dor' por favor não entendam cesária ou anestesia. Ele fala do natural e do respeito tanto para mão como para o bebê.

"O termo "Parto Sem Dor" tem várias conotações. Os métodos psicoprofiláticos desenvolvidos especialmente nos Estados Unidos propunham uma espécie de treinamento às gestantes, baseado em técnicas respiratórias, de relaxamento, de concentração, entre outras. A ideia geral é que uma mulher bem preparada para o parto e bem acompanhada durante todo o processo terá muito menos dor do que uma mulher assustada e tensa. A ideia faz sentido, mas convém lembrar que a dor do parto continua existindo, agora SEM O SOFRIMENTO causado por medo e tensão. Os métodos mais conhecidos são Bradley, Lamaze e Hipnobirth. No Brasil "Parto Sem Dor" é comumente confundido com parto sob anestesia. Obviamente a anestesia bloqueia a dor, mas também diminui as sensações das pernas e do assoalho pélvico. Essas sensações são responsáveis pela força que a mulher faz na hora de "empurrar" o bebê para fora. Portanto, embora haja o bloqueio a dor, alguns efeitos indesejáveis como a perda do controle sobre o processo do parto, entre outros, podem ocorrer. [...] Atualmente um novo termo tem sido utilizado: "Parto Humanizado". Como não houve uma formal definição do termo, ele é usado em todo tipo de circunstância.[...] No mundo inteiro, no entanto, o que está se discutindo é: "o atendimento centrado na mulher". Isso deveria ser o correto significado de parto humanizado. Se a mulher vai escolher dar à luz de cócoras ou na água, quanto tempo ela vai querer ficar com o bebê no colo após seu nascimento, quem vai estar em sua companhia, se ela vai querer se alimentar e beber líquidos, todas essas decisões deverão ser tomadas por ela, protagonista de seu próprio parto e dona de seu corpo. São as decisões informadas e baseadas em evidências científicas. Enquanto nós mulheres não reivindicarmos nossos direitos, enquanto as decisões couberem aos profissionais prestadores de serviços médicos, aos hospitais que elas escolheram, à diretoria que cria as condições de atendimento, enfim, enquanto deixarmos que os outros cuidem do que é nosso, os "tipos de parto" fazem sentido. É a classificação dos partos que nos serão permitidos ou oferecidos de acordo com as necessidades, conveniências e crenças dos outros". fonte Amigas do parto

*****

E pra finalizar deixo meu beijo pra Patrícia, minha prima querida, que está de aniversário hoje!


sábado, 8 de janeiro de 2011

N.E.O.Q.E.A.V


"Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.
A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra “Neoqeav” num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse 
deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.
Eles se revezavam deixando “Neoqeav” escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.
Eles escreviam “Neoqeav” com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.
“Neoqeav” era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.
Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar “Neoqeav” na última folha e enrolou tudo de novo.
Não havia limites para onde “Neoqeav” pudesse surgir.
Pedacinhos de papel com “Neoqeav” rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.
Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.
“Neoqeav” era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.
Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós.
Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida.
Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam.
Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.
Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.
Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.
Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.
Como sempre, vovô estava com ela a cada momento.
Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.
O câncer agora estava de novo atacando seu corpo.
Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu.
Vovó partiu.
“Neoqeav”foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó.
Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez.
Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela.
Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser. Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava."

Autor desconhecido

NUNCA ESQUEÇA O QUANTO EU AMO VOCÊ