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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mudar o caminho

          Já faz um tempo que resolvi ser feliz. É, isso mesmo, 'resolvi' ser feliz. Sempre deixei a vida me levar. E algumas coisas não saíram bem da maneira que planejei. Não estavam como sonhei. Mas era a vida e a partir disso eu me decidia ser feliz. A partir de como a vida estava eu era feliz. Aproveitando cada dia, mas sem muito esforço pra mudar alguma coisa. Queria muito mas sempre deixava tudo nas mãos de Deus e dizia que se fosse da vontade Dele as coisas se encaminhariam pra tal rumo. Porém no meio dessa estória toda eu confundia uma coisa com a outra. Confundia 'vontade de Deus' com ter que correr atrás. Eu até que me esforcei pra algumas coisas na vida. Mas sempre daquele jeito: deixava o maior trabalho com Ele. Muitas coisas que eu quis aconteceram e sempre agradeci de todo coração. Só que algumas coisas me pareciam estar fora do lugar. Lá dentro, beeem no fundo, eu sabia disso mas ia seguindo em frente. Achando que não aconteceram porque não eram pra acontecer. Enquanto que na verdade não aconteciam porque eu me acomodei e resolvi jogar a culpa no destino, em Deus, nas circunstâncias e mais um monte de outras desculpas esfarrapadas. Tudo falta de vergonha na cara e de correr atrás.
        
        Aí ontem depois de vários sinais de Deus AS COISAS VÃO MUDAR. Resolvi tomar outro caminho. Vou correr atrás de outros sonhos que deixei esquecidos pra me tornar aquilo que sempre sonhei. Não vou continuar seguindo pelo mesmo caminho. Eu sei que a nova estrada é muuuito longa. Mas será diferente. Tudo, exatamente tudo, deverá ser daqui da maneira que me fizer mais feliz. A vida tem que ter outro sentido. Já me lancei de cabeça. Não quero voltar. Não vou desistir. Talvez no meio do caminho eu queira mudar de rumo novamente, mas vou fazê-lo sem dor no coração. Vejam bem, eu que sempre disse que "melhor é se arrepender daquilo que fez do que daquilo que não fez" agia exatamente da maneira contrária. Hoje o meu coração tem um machucadinho por estar arrependida de sequer ter tentado fazer diferente. Mas agora eu vou mudar de estrada. Quer saber? Já mudei!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

o caminho da felicidade

Tenho pensado muito no futuro da Lorena. E que mãe não? Eu, como todas as mães, tem o sonho de ver a filha feliz, acima de tudo. No meu mundinho perfeito ela bem que poderia ser engenheira, médica ou juíza, casar lá pelos seus 26 anos e ter três lindos filhos. Mas e se não for bem assim? Acho que inevitavelmente a gente projeta nos filhos aquilo que desejou ser mas não deu porque a vida tomou um rumo diferente. Será que sou só eu que vejo na minha filha um pedacinho de mim? Como se fosse a minha vida no papel branco pra passar a limpo. E aí é um exercício diário pra não passar isso pra ela. Eu quero deixá-la viver a vida que é dela, com os próprios erros e acertos, as próprias felicidades e tristezas. Mas é difícil. Um exemplo: domingo passado, tava beem frio e eu vesti nela uma meia e uma calça jeans por cima, a pequena detestou, disse que tava feio, que não combinava e que queria trocar. Pois eu, insisti tanto que ela acabou passando o dia inteiro daquele jeito. Mas aí eu fiquei pensando depois, pô era só uma calça, a gente ia ficar em casa mesmo e eu não deixei ela escolher. Coisa pequena. Mas foi a minha vontade que prevaleceu na vida dela. Não quero isso. Quero que ela possa escolher. E eu não consigo encontrar a linha que divide a minha responsabilidade de mãe de conduzi-lá ao melhor caminho e as particularidades dela. Mas, sabe, não foi por maldade, eu, simplesmente, não pensei. E é aí que eu não permiti à ela ser o que ela quis. Será que existe uma fórmula certa, de garantir a felicidade dos filhos? Será que aquilo que a Lorena vai considerar felicidade pra vida dela vai fazer sentido pra mim? Não sei. Sei que me dá medo. Mas também sei que ela deve decidir. Sei que ela tem que voar, sozinha, um dia. Difícil. Muito difícil.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

o caminho do meio

Eu, detesto isso de 'caminho do meio'. Pra mim, não pode existir meio termo. Meio termo significa que tanto fez ou tanto faz. Não rola uma escolha aí. Tenho ouvido muito esse tipo de coisa ultimamente. Gente que defende os extremos, gente que acha que é do meio da banda. Vamos parar pra pensar. O que são os extremos? Quem foi que disse que tal coisa não é do meio, ou é da ponta? Extremo é um parto completamente natural? É amamentação exclusiva? É não trabalhar fora de casa? Quem foi que fez esses limites? Não existe isso. Toda escolha, na minha opinião, implica um extremo, não um meio termo. Mesmo que a sua opção foi não amamentar exclusivamente e dar mamadeira pra dormir a noite. Entende. Escolha implica em não ser o caminho do meio. Caminho do meio é não escolher pra que lado do muro cair. É andar na corda bamba. É permitir que escolham por você. Isso sim significa ser meio termo. Por exemplo: amamentar exclusivamente é bom mas se o pediatra disser que meu filho precisa de complemento eu darei. Isso é não pender pra lado nenhum. Vou fazer o que disserem pra fazer. Diferente de: amamentar exclusivamente é o ideal mas se o pediatra disser que meu filho precisa de complemento eu vou atrás de outro pediatra e de outras opiniões, quero argumentos e respostas, aí sim se realmente for necessário complemento eu darei. Entende? Tem uma grande diferença nas duas situações mesmo que as duas cheguem ao mesmo lugar. Na primeira faço porque sim, porque um 'ser superior' me disse que seria melhor. Na segunda faço porque foi assim que eu decidi baseado em informações de qualidade, entendendo bem os riscos e benefícios. Eu não quero ser café com leite. Quero ser a diferença nesse mundo. Não vou seguir pela banda do meio. Vou atrás e ao extremo. Não sei se ficou bem claro, mas ser do 'caminho do meio' me incomoda bastante e eu não quero não.