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quinta-feira, 9 de junho de 2011

sobre amamentação, parte 3 de 3

E depois de toda repercussão que o assunto tem causado na mídia. De gente (babaca) dizendo pra amamentar no banheiro, que só mulher bonita tem o direito de amamentar em público... Vou deixar aqui minha humilde opinião.

A questão de amamentar em público pra mim se resume em duas coisas. 
Um: é direito da criança alimentar-se a hora que estiver com fome e onde for.
Dois: peito não foi feito pra satisfazer o desejo sexual dos machos e, sim, foi feito pra dar de mamá.

Pra mim não importa o que os outros pensam, os incomodados que se retirem. Jamais negaria peito pra um filho por conta de que os outros vão ficar constrangidos. Ou porque os outros vão achar feio. Não. De jeito nenhum. 

Ninguém precisa pegar o seu lanche e ir comer no banheiro. Lá também não vai ser lugar pro meu filho ir comer. Todo mundo tem o direito de sair de casa pra se alimentar e criança que é amamentada exclusivamente não? Todo mundo almoça, janta, lancha com amigos, menos os bebês que querem leite da mãe? Negativo. Ainda que adulto é até capaz de entender e sabe esperar a hora de chegar em casa, mas bebês não. Não dá pra exigir isso de um pequeno de alguns meses. 

Eu também não entendo o fato de cobrir com uma fraldinha. Alguém se esconde em baixo da toalha da mesa. E imagina ainda o desconforto pro bebê.

Vamos pensar um pouco mais nas nossas crianças. E largar mão desses marmanjos que acham que peito é foi feito apenas para o seu prazer sexual.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

sobre amamentação, parte 2 de 3

Então agora vem a pergunta: porque a livre demanda (LD) é importante?

E aí eu coloco aqui alguns motivos pelos quais eu com meus próximos filhos (sim, ainda quero mais dois) pretendo amamentar a hora que for.

Olha só, o bebê antes de nascer só conhece aquele lugar ali, boiar o dia todo naquela pscininha, ouvir os sons do corpo da mãe, ouvir e perceber alguns estímulos externos e só. Só isso. Todo o tempo. Aí de repente algo começa a empurrá-lo pra fora. E bem-vindo ao mundo real. E é aí que as pessoas agem como se fosse tudo muito fácil pro bebê. Novas sensações aparecem, coisas que ele não sentia antes com: frio, calor, dor, coceira, roupa apertando, fome. Assunto também que vale pra outro post é essa mania de achar que a criança vai acostumar mal com peito toda hora, colo o tempo todo, blá, blá, blá.

Tem coisas que nós mães não podemos controlar. Os medos dos nossos filhos quando chegam a esse mundo, por exemplo. Mas acredito que o que está ao nosso alcance temos que fazer. São tantas sensações novas. Mas no peito é local em que o bebê se sente seguro, desde o mormento em que nasce. E aí é isso que ele vai querer quando alguma coisa não estiver legal. Peito. Até que vai chegar o dia em que ele vai entendendo seus sentimentos e o peito de mãe não será seu único refúgio.

Ponto dois é que isso passa, como tudo na maternidade. E são momentos preciosos. Vai chegar o tempo em que, como diz algum comercial por aí, 'eles vão querer a nossa carona mas não a nossa companhia'. Por que então não aproveitar esses pouquinhos meses de dedicação exclusiva? Por que não curtir esse momento em que somos a única pessoa que pode alimentá-lo? Por que querer fugir disso?

E esses são apenas dois argumentos. Nem vou entrar aqui no mérito de que o leite materno é o alimento mais completo. É protetor. E tudo mais que se fala por aí.

Pra mim LD é uma questão de proteção. De não pular fases. De não querer uma criança independente antes do tempo.

Estar 24h à disposição de um filho por no mínimo 6 meses não tem nada de escravidão. Escravidão é ter que esquentar água toda vez que seu filho tem fome. Escravidão é ter que estar sempre com o relógio do lado pra ver a hora de dar mamá.

Livre demanda, o nome já diz é LIBERDADE!!!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

sobre amamentação, parte 1 de 3

Então que nos últimos dias o papo sobre amamentação, mamaço, livre demanda e afins rolou solto no mundo bloguístico. Li opiniões de gente a favor, gente que concorda em partes, gente totalmente contra, enfim cada um disse o que pensa e eu resolvi também colocar aqui aquilo que me cabe sobre o assunto.

Pra mim desde sempre amamentar era coisa natural. Coisa de nascer sabendo. Não existia conversa sobre isso. Era e pronto. O nenê nascia era só colocar perto do peito da mãe que ele já ia saber o que fazer. E foi assim que pensei até a hora em que coloquei a Lorena pra mamar, assim que saiu da barriga. Ela não soube como fazer e eu muito menos. Mamar em qualquer lugar também era normal, ao meu ver peito de mãe que amamenta é de visão pública. Não importa a hora, o nenê chorou é só dar o mama pra ele. Aí quando eu comecei a me aprofundar mais no assunto que eu percebi que tinha gente que achava isso feio, nojento, sexual e sei lá mais o quê que o povo fala por aí.

Como eu já disse amamentação pra mim não foi nada natural e por motivos que valem pra outro post eu amamentei apenas vinte dias. E doeu tanto mais tanto não conseguir. No começo me deu uma certa raiva das mulheres que conseguiam amamentar, não gostava de ver nem de falar sobre o assunto, na verdade era dor de cotovelo mesmo. Depois o tempo foi passando e eu comecei a querer entender o que foi que eu fiz e onde foi que eu errei. Pesquisei e li muito sobre o assunto a aí sim encontrei as respostas que eu precisava na época.

Então o primeiro ponto é que AMAMENTAÇÃO NÃO É FÁCIL, não é simples, não é só colocar o bebê na frente do peito, as vezes pode dar certo mas nem sempre. Então dito isso significa que a grávida precisa de informação.

E informação, de qualidade, também não se encontra em qualquer lugar. Tem que saber onde procurar e eu não sabia. Até o banco de leite me deu várias dicas mas sem suporte, desencontradas, me falavam coisas que não me faziam sentido, como por exemplo tirar leite primeiro pra depois pôr o bebê pra mamar. Como assim? O peito não tem que estar cheio? E aí é que eu não entendia nada.

Some tudo isso e junte à um monte de pitacos, que todo mundo tem pra dar nessa hora, pressão total, mãe perdida, o resultado só pode ser a mamadeira.

Então nesse primeiro post deixo aqui que amamentação não é fácil, não é tãão natural, não é tãão simples. Tem que saber como fazer e tá faltando muito disso hoje. Por isso que não culpo que não consegue amamentar, quem desiste ou quem resolve que não vai nem tentar.

Nos próximos vou falar sobre porque considero importante a livre demanda e sobre amamentação em público.